Era uma vez um moleque gordo que cresceu dentro de um Opala e ficou marcado por isso pelo resto da vida...

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Algo se move na escuridão...

Um coração foi encontrado. E restaurado. Suas válvulas, substituídas. As quatro cavidades, limpas e prontas para bombear. Sua cor? Vermelho. Ele está armazenado, aguardando o momento do transplante. E este momento está chegando...

sábado, 29 de outubro de 2011

Ainda por aqui? Então aguarde mudanças

Olás aos (quantos? Dois?) que continuam visitando o blog do Opaleiro Louco. Quem vos escreve é o próprio, para dizer que continua vivo, sem grana e - talvez insana e desesperançadamente - apegado ao Ogro (O Opala 73 descaracterizadamente verde escuro que vocês vêem no post anterior, sem vidro dianteiro devido a uma brincadeira de criança e à irresponsabilidade do pai dela).

Sobre o Ogro, aliás, atualizo: não há atualizações. O pobre continua na rua, na frente da casa da senhora minha mãe, sem vidro, precisando de um carburador, velas e cabos de velas, um kit de embreagem e (de preferência) uma caixa de marchas nova pra se mexer. Se bem que, na emergência, a caixa de marcha seria até dispensável, pois a que está nele ainda consegue fazer o bicho andar. A embreagem e que está ruinzinha mesmo, cantando ferro com ferro toda vez que eu piso no pedal. Isto é, pisava, pois com o carburador morto como está ele nem pega mais.

Ah, sim, existe uma atualização afinal de contas (se bem que seria melhor se fosse uma atualização boa): sabem a cobertura porca do pára-brisas, que eu fiz no último post? Pois é. O tempo destruiu o plástico e algum cracudo roubou os papelões (a senhora minha mãe me avisou ontem. Vou lá daqui a pouco pra avaliar o estrago, e ver se o bendito não resolveu levar mais alguma coisa no processo).

Agora, atualizações da vida em geral: o Brava rodou mesmo (ainda estou tentando resolver isso, mas pra minha mão ele não volta mais - quando tudo for resolvido eu conto a história toda), e no lugar dele agora está o Sapinho, um fusca 1975 azul 1300 que está implorando por um dono. Está conosco há alguns meses, e o nome também foi escolhido pela Patroa. O bichinho está mal e precisa ser apropriadamente documentado, mas é quem supre nossos apertos de locomoção para pequenas-médias distâncias (fazer compras ou levar a patroa até o ponto de ônibus, por exemplo). Se ficarmos com ele - e isso ainda está para ser resolvido - vai passar por uma geral lenta, mas de respeito, e perder a pintura escura, metálica e muito desgastada, pra virar "azul-diamante", tinta código L50BR, vulgo "azul-calcinha". A história dele é outra a ser contada com detalhes e fotos.

Ah, o ponto alto das alegrias: agora sou um jovem senhor oficialmente casado (desde junho, aliás), e com um herdeiro(a) a caminho. Como é bem recente, ainda não sabemos o sexo, e é provável que optemos mesmo pela surpresa.

Responsabilidades? Sim, com certeza. Gastos adicionais? Ô! A começar por uma casa maior e um aluguel mais caro (ainda por encontrar) e muitas, muitas fraldas e coisinhas de grávida e bebê a serem compradas. O que me faz pensar em maneiras de ganhar mais dinheiro. Afinal, vendedor de livraria não é a profissão mais bem-remunerada da Terra, especialmente aqui na República das Bananas.

Casa, mudança, filho(a), dois carros pra consertar e um salário de vendedor de loja. Isso porque não falar de alguns problemas bem cabeludos. Entendeu a parte do "Louco" no título do blog?

Blog. Pois é. Venho mantendo este diário há bem mais de um ano, aos trancos e barrancos, pois não tenho tido muito tempo nem muito assunto pra postar, já que a grana pra fazer o Ogro é curta. Mas... O que mais tem por aí é gente ganhando dinheiro com blogs, então por que não fazer o mesmo com esse? Mais dedicação, material interessante e alguns anúncios (sim, os inevitáveis) e acho que dá pra ajudar na reforma do Ogro com o próprio blog.

Pois bem. Com esse pensamento, decidi procurar boas dicas pra ganhar grana pela internet, fazer o blog funcionar como um captador de recursos. Achei algumas ridículas, outras perigosas (cuidado, gente, façam uma consulta a São Google antes de colocar seus dados em qualquer site - se for fraude, vai ter um monte de gente que já caiu nessa antes de você e vai alertar pela internet). Algumas são interessantes, e vou tentar.

Por isso, além da minha história e dos causos com o Ogro, a partir de agora vão surgir mais algumas coisas no blog: os bons(?) e velhos anúncios - colaborem clicando, pleeeease - , minhas aventuras e desventuras com o Sapinho (que vai ser meu presente pra Patroa) e material automotivo interessante que eu encontrar por aí. Tudo pra fazer o blog mais interessante pros leitores e ajudar a bancar as despesas. Afinal, só os dois carros somam OITO BOCAS pra alimentar, hehehe...

Bem, por hoje é só. Aguardem, não demoro tanto pra voltar quanto das outras vezes.

Abraço!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Vandalismo

Como remendar porcamente o vidro do seu carro, em algumas lições práticas.

Se algum dia você estiver em uma curta viagem de fim-de-semana e a sua irmã lhe telefonar desesperada, dizendo que uma criança arremessou uma pedra contra o pára-brisa do seu Opala 1973, sem que ninguém se identificasse como o pai do monstrinho para assumir o prejuízo, eis um modo prático de resolver o problema. Você vai precisar de:
- 1 corda para varal de nylon, vendida em mercados - de preferência de uma cor parecida com a do carro, para não ficar cafona;
- algumas caixas de papelão;
- sacos plásticos (dois, se forem bem grandes), se possível, também de uma cor semelhante à do veículo - favelize, mas com estilo;
- fita adesiva transparente larga.

Modo de fazer:
1) Analise o tamanho do estrago.
De Vidro quebrado

De Vidro quebrado


2) Remova os estilhaços e inicie o processo de construção, com a cordinha de varal, de uma tela que suporte o papelão das caixas.
De Vidro quebrado

De Vidro quebrado


3) Aqui, a teia de corda já pronta.
De Vidro quebrado


4)Arrume apropriadamente as caixas de papelão desmontadas, de modo a cobrir uma área maior que o do vidro. Se puder, encaixe a primeira camada por sob o teto, e a segunda sobre ele, para impedir a entrada de água da chuva que COM CERTEZA vai cair, mesmo depois de dois meses de estio. Prenda tudo com a fita adesiva.
De Vidro quebrado

De Vidro quebrado


5) Abra os sacos plásticos e estenda-os sobre o conjunto, prendendo novamente com fita. Afinal, a pintura que se dane mesmo...
De Vidro quebrado


6) Aproveite para conferir mais algumas mazelas daquele que você comprou para ser o seu carro de estimação.
De Vidro quebrado

Era uma vez um vidro...

De Vidro quebrado

A borracha estava inteira... snif

De Vidro quebrado

Um primor em instalações elétricas

De Vidro quebrado

Os fuzíuvo

De Vidro quebrado

Ô, coisinha tão bonitinha do pai...

De Vidro quebrado

Mais um pouco e vai virar o carro do Fred Flintstone: Fé em D'us e pé... no chão!
De Vidro quebrado

Mais ferrugem no fundo da porta...

De Vidro quebrado

Ou é mais porta na ferrugem?

De Vidro quebrado

O que tem mais: camadas de ferrugem ou camadas de tinta mal-aplicada?

Pois é... Quem foi que disse que não podia piorar?

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Frustração inominável

Ahá!!! Acharam que eu tinha sumido, né? Pois é... quase. Mas ainda não. Cá estou eu, de volta à lida e às dificuldades de quem tem muito projeto e pouca grana.

Quinta-feira, hora do almoço, passo em frente à oficina do xará a caminho da casa da Dona Mãe, vejo a sucata de um cupê 80 depenado. Cheiro de oportunidade... Vou fuçar:

- E aí, qual é a do pobre lá fora? Já limparam?

- É, tá indo embora amanhã.

- Alguma coisa que dê pra aproveitar pro meu? A parede corta-fogo tá "marromeno"... As longarinas, que tal?

- Ih, vale a pena não, apodreceram; mas a corta-fogo até que dá.

Papo vai, papo vem, acabo descobrindo uma Caravan com as longarinas inteiras, também indo embora. Era só conseguir os discos de corte pra máquina, meter a mão na massa, e... voilá! Um par de longarinas de presente (e, talvez, a parede corta-fogo do 80...)

- Mas ó, o cara vem buscar os dois no sábado de manhã, melhor agir rápido. - Marquei pra hoje, sexta-feira depois do almoço, e saí de lá eufórico.

Tudo muito bom, tudo muito bem. Hoje, antes de ir a São Cristóvão comprar os discos, passo lá pra ver quanto tempo o Eduardo achava que eu devia levar pra cortar tudo - afinal, às 18h eu tinha que chegar limpinho e arrumado ao trabalho.

Viro a esquina da rua dele e vejo... dois grandes retângulos de ferrugem, onde antes estavam os carros. E mais nada.

Segurando o queixo na mão, entro na oficina e pergunto o que houve, só pra receber a triste notícia: o cara do reboque (aquele bendito que tinha marcado de passar no sábado) achou por bem de aparecer lá um dia antes, sem avisar!! Sério, só de pensar nas minhas longarinas intactas, sem um podre, sendo retorcidas na garra do compactador... deu vontade de sentar no chão e chorar. Pelo desperdício, pela expectativa, pela correria (desmarquei compromissos, pedi o cartão de crédito emprestado pra noiva, fiz o diabo). Pois é. Shit happens. E Murphy rola de rir da nossa cara todas as vezes.

Saí de lá com a promessa de ser avisado dos próximos carros que chegarem, pra dar uma olhada nas partes que puderem ser transplantadas pro Ogro. Mas a perda doeu, e o desânimo marcou uma cesta de três pontos.

Há mais novidades, mas o tempo acabou. Hasta la vista, babies.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Nota de luto

Caros,

Após alguns minutos de alegria lendo o comentário do Christian (e respondendo ao mesmo), hora de falar de coisas tristes: acabo de saber da morte de um primo meu lá em Friburgo; após salvar a esposa e o filho, foi ajudar um vizinho e acabou soterrado. A irmã do meu melhor amigo está, neste momento, num CTI aqui no Rio - conseguiu a transferência para cá, já que o Hospital Raul Sertã (de NF) está superlotado e com lama até onde pode. Ainda estamos na expectativa do que vai acontecer com ela. Ainda faltam notícias de familiares meus por lá, com quem não conseguimos nos comunicar.

Estes são só alguns indivíduos na multidão de mortos e feridos de uma cidade que está imersa no caos. Como exemplo, serve o caso de um casal que veio transferido junto com a Mariana para o hospital do Rio: o marido não trocava de roupa há três dias, porque não tinha outra para vestir: perdeu tudo. Mesmo.

As comunicações estão, aos poucos, sendo restabelecidas, mas ainda há bairros inteiros sem acesso - e o bairro em que eu cresci é um deles. Sei que todos já sabem disso pelos noticiários, mas optei por escrever aqui por alguns motivos: desabafo pessoal, relato de alguém que está sentindo bem de perto os efeitos da tragédia, e uma voz a mais pedindo ajuda para os feridos e desabrigados. Por favor, ajudem. Os postos de coleta estão aí. Não adianta se preocupar com Timor, Haiti ou outras tragédias longínquas, quando a menos de 200km de nós tem gente morrendo na maior tragédia da história do país.

Não sei quantos acreditam, mas peço a estes que orem, rezem, entoem mantras ou pensem positivamente. Dizem que o Universo ajuda, e eu acredito.

Over and out.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Mea massima culpa

Ok, ok, a falha é minha mesmo. Muita coisa aconteceu, e pouco tempo restou pra escrever. Dio foi embora (estou desBRAVAdo, hehehe), as etapas pro casório se completam e esse mês (sim, finalmente!!) começo a fazer o motor novo do Ogro. Cabeçote à vista! Fiquemos todos felizes por meu xará não ter despejado o 4 canecos da oficina por falta de atividade minha...

Existe também a possibilidade (além da necessidade extrema) de botar o véio motor pra funfar, pelo menos o básico - já que nem isso ele tem feito. Sem carro pra bater, a única coisa que me resta é explorar o verdão mesmo... :/

Aguardem (mais um pouco) e confiem!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Dio è nato




Ei-lo! O estranho no ninho! Após um bom tempo gasto com escolha, financiamento, liberação, compra e reparos iniciais, finalmente o bichinho está nas minhas mãos. Bichinho, não, pera lá: o danado é um bichão. Pelo menos pra mim, que adorei dirigi-lo. Macio, confortável, espaçoso como bom FIAT que é (sempre tirei o chapéu pra italiana no quesito planejamento de espaço) e andão que dá gosto.

Não vou me delongar, depois conto a história toda. Só pra dizer que, nessa primeira semana que passei com ele (peguei na 6a passada) já fiz quase 600 km no bruto e me deliciei. Claro, tem coisa de acabamento pra fazer (7 anos num carro são coisa), mas resolve-se. O principal está bom, e isso é o que importa. Ônibus, ciao-ciao...

P.S.: A escolha do nome foi óbvia, não?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Feliiiz moootor noooovoooo...

Até que enfim! Alguma coisa concreta de verdade pra falar!

Com a grana dos bancos, fui até o Eduardo e negociei com ele o bendito 4 cilindros azul que ele tinha parado por lá. Motor este que, por sinal, vai continuar lá na oficina, "hospedado", por algum tempo. Razão simples: vou fazer tudo com o próprio Eduardo, então não tem cabimento eu tirar o motor de lá, pra depois levar de novo - mesmo que não vá fazer tudo de uma vez só, o que deixou o xará com a pulga meio atrás da orelha. Afinal, aquilo lá não é nenhum spa de motor, né?

Bem, o trato foi o seguinte: pro bichão ficar lá, eu preciso fazer alguma coisa nele todo mês: primeiro o cabeçote, depois o comando... e por aí vai. O mês que eu não fizer nada, tiro o motor de lá. Justo. Tenho um teto pro motor, "me obrigo" a fazer alguma coisa nele constantemente, e o nosso amigo que vive de futucar motor de Opala alheio também sai ganhando. Sai todo mundo satisfeito (de novo, espero eu).

Temos outras novidades: ao olhar o assoalho do Ogro, na altura do banco dianteiro agora ausente, fiquei agradavelmente surpreso com a aparente insxistência de áreas podres. Atrás e na frente, sim, tem um bocado de coisa pra fazer (tiro foto de tudo depois e posto), mas pelo menos ali a coisa parece saudável. Um pedaço a menos pra fazer. Bom.

Devo começar a ver material pros bancos dianteiros, também. Cês sabem, aqueles que estão no porta-malas neste momento... (e ainda me espanto de que eles caibam lá inteiros, e com mais coisa!). Vou ter que refazer tudo do zero, provavelmente, e conto com as reminiscências que tenho da época de ajudante da Sra. Mãe na reforma dos sofás lá de casa (ficaram bons, eu juro) e algumas - muitas - dicas que peguei (aqui e aqui) do amigo opaleiro Adauto, lá de Sampa - os meus bancos são do mesmo modelo dos dele (1975 em diante, mas fazer o quê? Só tem tu...). Depois, beem depois, vejo se consigo os do ano certo, mas por enquanto serão esses mesmo. Material correto pros bancos? Tabelas na internet (Opala.com e afins) e, óbvio, meu xará-mecânico e o povo do Opala Clube-RJ.

Bem, por hoje é só. O filho novo já nasceu, mas ainda está fazendo as limpezas primeiras e trocando de fraldas. Conto tudo quando estiver com ele (nome definido e óbvio: Dio) no meu colo.

Até!

domingo, 12 de setembro de 2010

Adeeeeeus, baaaanco veeeeelho....

E os bancos foram vendidos!!!

Quando eu já estava perdendo a esperança e entocando os ditos cujos em algum lugar lá na fábrica do Senhor Pai, eis que, semana passada, vejo uma ligação perdida no celular. Mesma operadora, o muquinha que vos escreve tem bônus, ligo de volta com o tradicional papo "alguém me ligou do seu celular".

- Ah, é sobre os bancos do Opala, você ainda está vendendo? - Conversa vai, conversa vem, marcamos pra ele ver os bancos.

6a de manhã ele me liga, dizendo que está chegando. Encontro um cara simpático, bom de papo, que está revivendo um Sedã '73 que passou por alguns anos de maus-tratos. Já na garagem onde se encontra o Ogro, pausa pra comentarmos uma réplica de Shelby Cobra que está sendo posta pra andar (motor 6 bocas de Opala, pra gosto e satisfação de ambos), e mais um bocado de papo.

Quanto aos bancos propriamente ditos: sim, eles estão um pouco mal de estrutura, mas o preço que estou pedindo não é injusto. Ele gostou dos bichos, viu os detalhes ruins da forração... enfim, negociamos o preço e fechamos negócio. Ontem ele veio, trazendo a esposa, pra pegar os dois. Bobo que sou, tirei foto até disso:


O banco traseiro, em duas partes, foi dentro do carro (espremendo a simpática esposa do comprador)...








E o dianteiro, em uma peça só, encarapitado no teto. Felizmente, o Paliozinho veio equipado com um bom rack, revestido de borracha e o mais.





Cês acreditam que, do jeito como foi, ainda couberam três no carro? Sim, três, porque eu, atrasado que estava pra ir pro trabalho, ainda fui na aba do casal até o Méier, pra pegar um ônibus que me levasse mais rápido pra Zona Sul.

Fim da história, com todo mundo satisfeito (pelo menos eu espero...). Meus caros Robson e Viviane, foi um grande prazer conhecê-los. É sempre bom encontrar companheiros de paixão. Espero que tenham feito uma boa compra, que lhes vá ajudar no processo de colocar seu sedã de volta à ativa. Também espero poder encontrá-los qualquer hora dessa em um dos encontros do Opala Clube-RJ, aos quais tenho tão descaradamente faltado... Felicidades e sucesso!!

E, quanto a mim, saio feliz com o negócio pronto pra passar às próximas fases da minha loucura: reformar os bancos dianteiros individuais (não são do ano certo, mas vão servir por enquanto) e comprar um motor novo pro Ogro. Xará Eduardo, guarda meu 4 canecos aí!

E, em primeira mão: aguardem os próximos capítulos... a família está crescendo!!!

domingo, 22 de agosto de 2010

Menos um sem-teto no mundo

É, finalmente!! Depois de quase 6 meses ao relento, debaixo de chuva e sol, Mister Ogro está protegido. Encontrei uma garagem perto de casa, com preço em conta e dono gente boa. Desde o dia 7 o bicho verde já tem abrigo contra as intempéries. Agora, sim, dá pra começar a pensar em mexer nele. Próximo passo? Ainda não sei, tudo depende da grana (in)disponível...

Só espero conseguir colocar ele todo no lugar antes da aposentadoria!!!

domingo, 20 de junho de 2010

Você se lembra dessa revista?



Pois é, o passado bate à sua porta... Dando início ao que eu tinha prometido, vou começar a digitalizar material de revistas antigas minhas e postar aqui. A maioria dos exemplares são da revista MOTOR3, entre 1981 e 1982. A MOTOR3 era uma ótima revista, com muito material interessante, e não tratava só de carros - motos, barcos e até aviões e alguns caminhões figuram nas páginas. Muitas matérias de gente boa no assunto, comentários interessantes, análises de design de novos modelos e temas polêmicos como a combinação álcool e volante. Nessa edição mesmo que eu comecei a escanear hoje consta uma matéria com o título "Você bebe quando vai dirigir? Então você poderá ser um assassino". Vai falar na grande novidade da Lei Seca...

A iniciativa é uma maneira de preservar o material - já que as resistas físicas estão inexoravelmente se deteriorando - e de enriquecer o blog. Não devo publicar as revistas inteiras aqui, até porque tem muita matéria teórica nessas Motor3 que eu tenho, mas devo digitalizar tudo e fazer upload pra algum armazenamento virtual da vida, pra disponibilizar o conteúdo completo pra quem quiser.

Ainda nessa edição, devo colocar a matéria sobre o Gurgel XEF, urbaninho muito interessante mas que (acho eu) nunca chegou a ser produzido em série; uma boa safra de Opalas (sim, eles... por que é que vocês acham que comecei com essa revista??) fazendo bonito nas mil milhas; o lançamento do Furglaine no Brasil; e o Koizystraña, um fora-de-série feito a partir de um Ford Landau que povoou meus sonhos de infância. Além do Scirocco da capa, óbvio. Se no meio do caminho eu achar mais alguma coisa interessante, posto também.

Por enquanto, fiquem com essas duas propagandas das 2a e 3a capas, uma do Fiat 147 e outra (que sempre achei maravilhosa) do Diplomata 1982.

Abraços!



segunda-feira, 14 de junho de 2010

Pneus Remold, o eterno dilema

Meus caros, segundo post do dia, pra linkar vocês pro Projeto 676, do nosso amigo Adauto, de Sampa, com seu Poseidon. Lá, ele levanta a lebre dos pneus remold, com os dois lados da história: uma reportagem dentro da BS Colway - a maior fábrica de remolds do mundo - e um vídeo de um consumidor, que teve um remold literalmente estourado no meio de uma viagem. Detalhe que o bendito do pneu tinha 190 km rodados. Isso mesmo 190 meros quilômetros, e não 1.900 ou 19.000. Vejam os vídeos e tirem suas próprias conclusões.

Link: http://www.projeto676.com.br/20100613/empneuzando/

Êeee-hehehehe

Taí o que vocês queriam... (E eu mais do que vocês, com certeza)


Pois é, semana passada foi semana de pegar teoria de mexer com fibra. A princípio fiquei um pouco decepcionado por ter descoberto que o curso seria mais teórico que prático, mas na verdade isso foi essencial. A prática eu até já tenho alguma, devido à Ortopedia, mas os princípios e truques que aprendi no curso serão inestimáveis em um futuro bem próximo. E além disso, durante essa semana eu ainda vou ter oportunidade de voltar lá e mexer na oficina com ele.

Bem, agora é meter a mão na massa: bater preço de material, comprar o que for necessário e tentar reproduzir as primeiras peças pequenas - tenho uma lanterna traseira sobressalente do Ogro que vai servir bem como primeira cobaia. Assim que os primeiros resultados surgirem, vou postando aqui pra posteridade...

O plano é o seguinte: já disse que preciso colocar o Ogro pra andar. Isso significa que powertrain, suspensão e estrutura precisam vir em primeiro lugar. Até sexta-feira devo fazer uma visitinha à Paumart pra ver um monte de coisa e rezar pra que eles dividam sem juros no cartão.

Donde se conclui que eu não vou poder gastar um barão com um pára-lama dianteiro, nem nada assim... Portanto, ficarei em um meio termo entre os puristas e os despojados: por enquanto, vou colocando fibra onde for necessário pra melhorar a situação externa do Ogro - é mais barato e dá pra fazer aos poucos, além da diversão da coisa. Quando a grana melhorar, compro o material em metal e vou trocando... As peças em fibra servirão, então, pra um objetivo secundário e extremamente maluco: meu projeto de replicar um Opala inteiro em vidro, carbono e (se financeiramente possível) kevlar. Este última devido a possibilidades e necessidades vislumbradas no curso.

Tá, tá, tá: é muita areia pro meu caminhãozinho. Mas, quem sabe... vai ser o projeto de uma vida inteira mesmo...

Mais uma coisa: pra poder melhorar o conteúdo do blog, devo começar a postar uns materiais um pouco mais variados, como umas reportagens de revistas antigas que tenho lá em casa. O blog vai ficar mais rico e interessante, sem fugir da minha paixão:autos antigos.

Bem, ver-nos-emos mais vezes. Ou melhor, quem ler isso aqui vai ter mais trabalho daqui por diante.

Até mais...

domingo, 6 de junho de 2010

A questão principal: por que ESSE carro?

Continuemos. Mais de uma vez, durante esses últimos tempos, fui confrontado com o fato de que, se eu fizer todo o necessário para deixar o Ogro realmente impecável, vou gastar tanta grana que poderia comprar vários Opalas de mesmo ano, em muito melhor estado, e fazer uma restauração menos problemática e desesperada. Até mesmo comprar um carro realmente muito bom, no mesmo modelo do meu, e não gastar grana quase nenhuma pra chegar ao ponto de novo. "Picota esse carro, vende tudo e compra outro melhor com a grana", dizem eles. Não posso negar, isso tudo é realmente verdade. Mas existem alguns pontos que não são levados em consideração pelas pessoas que me enchem a cabeça com essas idéias:

1) Sim, essa tem que vir primeiro: grana. Se eu tivesse uns R$15.000,00 não mão pra comprar um carro, é simplesmente óbvio que eu teria comprado um carro muito melhor. Mas eu não tinha. Na verdade, não tinha nem grana pra comprar esse, e até hoje ainda estou pagando o empréstimo que fiz no Itaú (as parcelas vão até dezembro, se não me engano). Comprei o que pude, e vou fazer do jeito e na velocidade que dá. Não é à-ta que o nome do Blog é "O Opaleiro Louco": só alguém fora de seu juízo normal começaria um projeto imenso e maluco como esse, nas condições financeiras em que eu me encontro. Vou levar boa parte da minha vida fazendo esse carro, tenho certeza, e vou gastar uma grana de respeito. Vou precisar de outro carro pra bater no dia-a-dia, enquanto o Ogro ficar no estaleiro. Mas se é assim que deu pra começar, é assim que vou seguir.

2) Sou teimoso. Verdade mesmo. E isso é facilmente exemplificado pela última frase do item acima. Não sei largar o osso. Não vou desistir do carro porque a coisa tá difícil. Espero, contorno, junto grana e faço. Vai demorar, vai ser difícil. Mas vou fazer.

3) A graça e a aventura do processo. Não é só ter um carro lindo e impecável, tem que ver o bicho voltando à vida, e de preferência participar do processo. Gosto de meter a mão na massa, de ver a coisa acontecer. Comecei muito de baixo? Ótimo, mais coisa pra fazer. Tem gente que gasta grana em cigarro, bebida, droga, bordel. Consequências? O trinômio infarto-derrame-câncer, cirrose, overdose e DST's, respectivamente, além de várias outras que não menciono. Pô, sinceramente eu acho que essa minha maneira de torrar grana é muito mais saudável que qualquer uma das outras...

4) Last but not least: A preservação do carro em si. Não sei que ventos da inevitabilidade cósmica me levaram a encontrar esse carro em particular naquele bendito anúncio do Balcão.com. Mas encontrei, negociei e comprei. E ele não é um caso perdido, não foi dado como sucata, não é irrecuperável. Não vou canibalizar as peças pra outro carro se ele ainda tem salvação. Acho justo, digno e necessário salvar o que se possa em uma sucata para aproveitar na restauração de um carro melhor, mas estou falando de sucatas. Não de um carro andando. Claro, a situação dele é feia, precisa de muita grana e muito trabalho pra fazê-lo voltar aos dias de glória. Mas a missão de um fã não é preservar a memória? Sim, sou babão e acredito nisso. Quanto mais Opalas puderem ser preservados, melhor. De que adianta ter dois carros com valor incalculável trancados num museu automotivo? Carro foi feito pra rua. Tudo bem não rodar com aqueles modelos 1900 e guaraná de rolha, que se passarem de 20km/h desmontam (modelos T e afins): realmente seria um pecado pôr nas ruas do Rio de Janeiro um monumento às rodas de madeira; sejam bem guardados em redoma de vidro. Mas um carro de 40 anos ou menos, que dá couro em muito pseudo-esportivo por aí? Façam-me o favor, né?

Aiai... Momento de auto-avaliação e auto-afirmação extremamente necessário de tempos em tempos. Afinal, se eu não lembrar bem direitinho o quê, como e por que estou fazendo, acabo num hospício. #prontofalei, xingue-me quem quiser.

"As catraca tão cafusa..."

Bem, agora que as coisas voltaram a andar, dá um ânimo de novo, né... Coisas que aconteceram e/ou passaram pela minha cabeça esses últimos tempos:

- No dia em que o arranque pifou, eu ainda fui até o Samuca bater um papo, e fiquei meio desapontado com o que ouvi: dada a fila de carros em que ele tem que mexer antes do meu, com muito otimismo e ele trabalhando incansavelmente, vai demorar pelo menos um ano pra ele conseguir encostar no Ogro. E, uma vez o processo iniciado, pode colocar aí mais um ano/ano e meio até ficar pronto, isso contando com grana em movimento constante e nenhuma surpresa escabrosa debaixo daquela pintura verde.

- Fiquei sabendo de dois outros profissionais que trabalham muito bem: um no Cordovil (perto da atual residência do meu pai, portanto), que foi o responsável pela restauração da Caravan do presidente do Opala Clube-RJ (Caravan essa que é referência de carro aqui no Rio, simplesmente impecável); e outro em Higienópolis, que também faz um ótimo trabalho e poderia pelo menos resolver o caso da longarina - talvez, ver o caso da dianteira "casca de ovo". Sem endereços, sem contatos, sem preços... portanto, ainda sem esperanças ;)

- Realmente, encostar o carro no estaleiro de vez pra fazer tudo vai ser quase impossível. O jogo vai ser: pagar os IPVA's, fechar o documento, passar pro meu nome, fazer motor, elétrica, câmbio, freios... o necessário pra botar ele andando, enfim. Aos poucos e com muita perseverança, ir apagando os incêndios e, a cada vez, fazer um pouco mais que o necessário pra resolver uma área maior da lataria. Sei lá, mas acho que esse é não o melhor caminho, mas o mais factível.

- Sim, é claro, existe aquela possibilidade maravilhosa e suprema que eu nem quero passar muito tempo aventando, de tão altamente improvável. A cada dia acho mais longe e difícil de acontecer. Basta dizer que, se os céus sorrirem pra mim e derramarem essa benesse, terei meu Ogro todo prontinho e estalando de novo muito mais rápido do que eu poderia pagar, e por um preço quase simbólico. Oremos, irmãos, oremos... :P

- O próximo item é tão significativo que vou abrir um post só pra ele...

Até.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

RESSUSCITOU!!!

ALELUIA!! OREMOS, IRMÃOS!!!

Puutz, cês nem acreditam: finalmente, de ontem pra hoje consegui fazer o Ogro pegar. A um custo relativamente alto, obviamente, mas a coisa valeu a pena.

Já há algumas semanas o Eduardo (meu mecânico-xará-amigão-que-dá-altos-conselhos) tinha me indicado um eletricista pra ver o arranque do bicho. Mas faltava grana e tempo, então foi ficando, ficando... até que, de folga dos dois empregos principais ontem e hoje, bati lá no bendito Amarelinho pra ver o que ele podia fazer por mim.

Resultado: o arranque tinha mesmo ido pro espaço. Bobina de campo, automático y otras cositas más. A única coisa que restou foi a carcaça. Imperativo: trocar tudo.

Papos com ele, com o Eduardo, acabou que o xará tinha um arranque pequeno de motor 4 cilindros lá dando bobeira, que me foi vendido por módicos 170 reaizinhos. Revisado, escovado, limpinho, ele foi hoje pra debaixo do carro por mais 80 de mão-de-obra. Ficou mesmo jeitoso, o bicho. Bem, gasolina no carburador, algumas tentativas sabotadas pelo motor fraco, e... tcharammm!!! O bicho fez barulho, engasgou, estourou (conjunto de velas e tal têm que ser trocados), mas pegou. Até andou! Ô, alegria... Mexi ele do lugar, coloquei alguns metros mais perto de casa (sabe como é, se não se mexe daqui a pouco começa a "perder" peças).

Resumo da história: Ele pega, mas o "toc-toc" que ele fazia antes ainda não sumiu - segundo o Amarelinho, é a ignição que está com problema, mais um pra resolver. O carburador continua o mesmo lixo, o motor está perdendo água pela pastilha do bloco (aquela que, pra trocar, tem que arrancar o câmbio) e a falta de força vai ser analisada em breve, pelo Eduardo. Ele está com um alegre medidor de compressão lá na oficina e vai ver o que pode estar dando errado nesse sentido. Estou com a lista de compras pra resolver os estouros e resgatar a suspensão (Rua Escobar, me aguarde). Mas uma coisa preocupa um pouco mais: segundo o Amarelinho, se eu não mexer meus pauzinhos pra consertar a estrutura da dianteira (corta-fogo e colunas incluídos, não apenas a longarina), ela pode simplesmente rachar e o carro vai abrir no chão que nem um ovo...

Não percam as cenas dos próximos capítulos!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Disformed: The deeper decay of the already fallen

Alô, seguidores...

Motivado pela pergunta do amigo Adauto, de Sampa, posto essas tristes linhas pra constar no registro que, desde o último post, não fiz rigorosamente NADA no Ogro. Aliás, nada também não: Como ele está na calçada perto de casa, mantenho as cercanias livres de folhas e lixo (o gari não se dá ao trabalho de varrer embaixo dele, as tralhas se acumulam), e outro dia dei uma lavada mal-dada, pra não chamar a atenção dos reboques do DETRAN.

Parado na rua, pegando chuva e sol, a elétrica ferrada, ele nem pega... Tô tentando juntar uma grana pra chamar um eletricista e passar uma geral nele, mas ainda não deu. Sem esse básico, não consigo nem virar o motor. Garagem também ainda não pintou; mesmo que pintasse, só rebocando pra colocar ele sob uma cobertura qualquer. A preocupação cresce junto com os podres.

Bem, é isso. Sem perspectivas maiores até o próximo salário. Que venha a virada do mês...

terça-feira, 13 de abril de 2010

Aimeudeus 3: O Resgate

É, hoje o Ogro negou fogo pela 3a vez. Tentando levá-lo até o Samuca pra fazer um levantamento primário sobre o que fazer na estrutura dele, o motor fraco não deu conta do recado, e mais: pra completar, o arranque falhou. Antes ele ficava no toc-toc algumas vezes, sem virar o motor, mas acabava pegando no final. Mas não hoje. E, quando resolveu virar, travou no nhenhenhém e ninguém coneguia desligar, até o arranque começar a fazer fumaça e eu meter a mão no cabo da bateria. Aí, sem opção, ele finalmente apagou.

Pra coroar: ele morto, numa rua levemente inclinada e de paralelepípedos horrendamente irregulares (a minha), eu tive que empurrar os quase 1500kg de metal por meio quarteirão até uma posição decente, colado à calçada. Sozinho. Meus músculos doem de novo só de lembrar.

Aimeudeus...

domingo, 11 de abril de 2010

Vale a pena ler...

Meus caros, tomei a liberdade de copiar este texto ótimo, dando o devido crédito da fonte:


Um diamante na carvoaria...


"Um tremendo paradoxo, na época da ditadura tínhamos carros esportivos, grandes, potentes e velozes. Foguetes nas mais diversas cores e tracionados pelo eixo traseiro como deveria ser todo carro. Porém passados mais de 30 anos, democracia restaurada há 25, e o Brasil com um dos maiores mercados do mundo, o que temos?" (Clique aqui para ler o resto)

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domingo, 28 de março de 2010

Vendendo os bancos

É, o sonho acabou. Como o câmbio do Ogro é originalmente no chão (e sendo também o banco inadequado para um carro de duas portas, como já mencionado), foram-se minhas esperanças de levantar a alavanca de marchas pra coluna, e por isso estou anunciando o jogo de bancos do carro. O site escolhido (por enquanto, o único) é o Balcão.com, e o link segue aqui, com várias fotos para os interessados.

Vale ressaltar que toda a renda obtida com a venda dos bancos será revertida para a campanha "Faça um Cupê 1973 Feliz", que só não tem conta no Bradesco porque sou cliente do Itaú há vários anos... (Toda campanha beneficente tem conta no Bradesco, já se deram conta??)

E, pra completar: após outra tarde de baba-baba-raspa-raspa, o pára-choque traseiro já tá quase!