Era uma vez um moleque gordo que cresceu dentro de um Opala e ficou marcado por isso pelo resto da vida...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Dio è nato




Ei-lo! O estranho no ninho! Após um bom tempo gasto com escolha, financiamento, liberação, compra e reparos iniciais, finalmente o bichinho está nas minhas mãos. Bichinho, não, pera lá: o danado é um bichão. Pelo menos pra mim, que adorei dirigi-lo. Macio, confortável, espaçoso como bom FIAT que é (sempre tirei o chapéu pra italiana no quesito planejamento de espaço) e andão que dá gosto.

Não vou me delongar, depois conto a história toda. Só pra dizer que, nessa primeira semana que passei com ele (peguei na 6a passada) já fiz quase 600 km no bruto e me deliciei. Claro, tem coisa de acabamento pra fazer (7 anos num carro são coisa), mas resolve-se. O principal está bom, e isso é o que importa. Ônibus, ciao-ciao...

P.S.: A escolha do nome foi óbvia, não?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Feliiiz moootor noooovoooo...

Até que enfim! Alguma coisa concreta de verdade pra falar!

Com a grana dos bancos, fui até o Eduardo e negociei com ele o bendito 4 cilindros azul que ele tinha parado por lá. Motor este que, por sinal, vai continuar lá na oficina, "hospedado", por algum tempo. Razão simples: vou fazer tudo com o próprio Eduardo, então não tem cabimento eu tirar o motor de lá, pra depois levar de novo - mesmo que não vá fazer tudo de uma vez só, o que deixou o xará com a pulga meio atrás da orelha. Afinal, aquilo lá não é nenhum spa de motor, né?

Bem, o trato foi o seguinte: pro bichão ficar lá, eu preciso fazer alguma coisa nele todo mês: primeiro o cabeçote, depois o comando... e por aí vai. O mês que eu não fizer nada, tiro o motor de lá. Justo. Tenho um teto pro motor, "me obrigo" a fazer alguma coisa nele constantemente, e o nosso amigo que vive de futucar motor de Opala alheio também sai ganhando. Sai todo mundo satisfeito (de novo, espero eu).

Temos outras novidades: ao olhar o assoalho do Ogro, na altura do banco dianteiro agora ausente, fiquei agradavelmente surpreso com a aparente insxistência de áreas podres. Atrás e na frente, sim, tem um bocado de coisa pra fazer (tiro foto de tudo depois e posto), mas pelo menos ali a coisa parece saudável. Um pedaço a menos pra fazer. Bom.

Devo começar a ver material pros bancos dianteiros, também. Cês sabem, aqueles que estão no porta-malas neste momento... (e ainda me espanto de que eles caibam lá inteiros, e com mais coisa!). Vou ter que refazer tudo do zero, provavelmente, e conto com as reminiscências que tenho da época de ajudante da Sra. Mãe na reforma dos sofás lá de casa (ficaram bons, eu juro) e algumas - muitas - dicas que peguei (aqui e aqui) do amigo opaleiro Adauto, lá de Sampa - os meus bancos são do mesmo modelo dos dele (1975 em diante, mas fazer o quê? Só tem tu...). Depois, beem depois, vejo se consigo os do ano certo, mas por enquanto serão esses mesmo. Material correto pros bancos? Tabelas na internet (Opala.com e afins) e, óbvio, meu xará-mecânico e o povo do Opala Clube-RJ.

Bem, por hoje é só. O filho novo já nasceu, mas ainda está fazendo as limpezas primeiras e trocando de fraldas. Conto tudo quando estiver com ele (nome definido e óbvio: Dio) no meu colo.

Até!

domingo, 12 de setembro de 2010

Adeeeeeus, baaaanco veeeeelho....

E os bancos foram vendidos!!!

Quando eu já estava perdendo a esperança e entocando os ditos cujos em algum lugar lá na fábrica do Senhor Pai, eis que, semana passada, vejo uma ligação perdida no celular. Mesma operadora, o muquinha que vos escreve tem bônus, ligo de volta com o tradicional papo "alguém me ligou do seu celular".

- Ah, é sobre os bancos do Opala, você ainda está vendendo? - Conversa vai, conversa vem, marcamos pra ele ver os bancos.

6a de manhã ele me liga, dizendo que está chegando. Encontro um cara simpático, bom de papo, que está revivendo um Sedã '73 que passou por alguns anos de maus-tratos. Já na garagem onde se encontra o Ogro, pausa pra comentarmos uma réplica de Shelby Cobra que está sendo posta pra andar (motor 6 bocas de Opala, pra gosto e satisfação de ambos), e mais um bocado de papo.

Quanto aos bancos propriamente ditos: sim, eles estão um pouco mal de estrutura, mas o preço que estou pedindo não é injusto. Ele gostou dos bichos, viu os detalhes ruins da forração... enfim, negociamos o preço e fechamos negócio. Ontem ele veio, trazendo a esposa, pra pegar os dois. Bobo que sou, tirei foto até disso:


O banco traseiro, em duas partes, foi dentro do carro (espremendo a simpática esposa do comprador)...








E o dianteiro, em uma peça só, encarapitado no teto. Felizmente, o Paliozinho veio equipado com um bom rack, revestido de borracha e o mais.





Cês acreditam que, do jeito como foi, ainda couberam três no carro? Sim, três, porque eu, atrasado que estava pra ir pro trabalho, ainda fui na aba do casal até o Méier, pra pegar um ônibus que me levasse mais rápido pra Zona Sul.

Fim da história, com todo mundo satisfeito (pelo menos eu espero...). Meus caros Robson e Viviane, foi um grande prazer conhecê-los. É sempre bom encontrar companheiros de paixão. Espero que tenham feito uma boa compra, que lhes vá ajudar no processo de colocar seu sedã de volta à ativa. Também espero poder encontrá-los qualquer hora dessa em um dos encontros do Opala Clube-RJ, aos quais tenho tão descaradamente faltado... Felicidades e sucesso!!

E, quanto a mim, saio feliz com o negócio pronto pra passar às próximas fases da minha loucura: reformar os bancos dianteiros individuais (não são do ano certo, mas vão servir por enquanto) e comprar um motor novo pro Ogro. Xará Eduardo, guarda meu 4 canecos aí!

E, em primeira mão: aguardem os próximos capítulos... a família está crescendo!!!

domingo, 22 de agosto de 2010

Menos um sem-teto no mundo

É, finalmente!! Depois de quase 6 meses ao relento, debaixo de chuva e sol, Mister Ogro está protegido. Encontrei uma garagem perto de casa, com preço em conta e dono gente boa. Desde o dia 7 o bicho verde já tem abrigo contra as intempéries. Agora, sim, dá pra começar a pensar em mexer nele. Próximo passo? Ainda não sei, tudo depende da grana (in)disponível...

Só espero conseguir colocar ele todo no lugar antes da aposentadoria!!!

domingo, 20 de junho de 2010

Você se lembra dessa revista?



Pois é, o passado bate à sua porta... Dando início ao que eu tinha prometido, vou começar a digitalizar material de revistas antigas minhas e postar aqui. A maioria dos exemplares são da revista MOTOR3, entre 1981 e 1982. A MOTOR3 era uma ótima revista, com muito material interessante, e não tratava só de carros - motos, barcos e até aviões e alguns caminhões figuram nas páginas. Muitas matérias de gente boa no assunto, comentários interessantes, análises de design de novos modelos e temas polêmicos como a combinação álcool e volante. Nessa edição mesmo que eu comecei a escanear hoje consta uma matéria com o título "Você bebe quando vai dirigir? Então você poderá ser um assassino". Vai falar na grande novidade da Lei Seca...

A iniciativa é uma maneira de preservar o material - já que as resistas físicas estão inexoravelmente se deteriorando - e de enriquecer o blog. Não devo publicar as revistas inteiras aqui, até porque tem muita matéria teórica nessas Motor3 que eu tenho, mas devo digitalizar tudo e fazer upload pra algum armazenamento virtual da vida, pra disponibilizar o conteúdo completo pra quem quiser.

Ainda nessa edição, devo colocar a matéria sobre o Gurgel XEF, urbaninho muito interessante mas que (acho eu) nunca chegou a ser produzido em série; uma boa safra de Opalas (sim, eles... por que é que vocês acham que comecei com essa revista??) fazendo bonito nas mil milhas; o lançamento do Furglaine no Brasil; e o Koizystraña, um fora-de-série feito a partir de um Ford Landau que povoou meus sonhos de infância. Além do Scirocco da capa, óbvio. Se no meio do caminho eu achar mais alguma coisa interessante, posto também.

Por enquanto, fiquem com essas duas propagandas das 2a e 3a capas, uma do Fiat 147 e outra (que sempre achei maravilhosa) do Diplomata 1982.

Abraços!



segunda-feira, 14 de junho de 2010

Pneus Remold, o eterno dilema

Meus caros, segundo post do dia, pra linkar vocês pro Projeto 676, do nosso amigo Adauto, de Sampa, com seu Poseidon. Lá, ele levanta a lebre dos pneus remold, com os dois lados da história: uma reportagem dentro da BS Colway - a maior fábrica de remolds do mundo - e um vídeo de um consumidor, que teve um remold literalmente estourado no meio de uma viagem. Detalhe que o bendito do pneu tinha 190 km rodados. Isso mesmo 190 meros quilômetros, e não 1.900 ou 19.000. Vejam os vídeos e tirem suas próprias conclusões.

Link: http://www.projeto676.com.br/20100613/empneuzando/

Êeee-hehehehe

Taí o que vocês queriam... (E eu mais do que vocês, com certeza)


Pois é, semana passada foi semana de pegar teoria de mexer com fibra. A princípio fiquei um pouco decepcionado por ter descoberto que o curso seria mais teórico que prático, mas na verdade isso foi essencial. A prática eu até já tenho alguma, devido à Ortopedia, mas os princípios e truques que aprendi no curso serão inestimáveis em um futuro bem próximo. E além disso, durante essa semana eu ainda vou ter oportunidade de voltar lá e mexer na oficina com ele.

Bem, agora é meter a mão na massa: bater preço de material, comprar o que for necessário e tentar reproduzir as primeiras peças pequenas - tenho uma lanterna traseira sobressalente do Ogro que vai servir bem como primeira cobaia. Assim que os primeiros resultados surgirem, vou postando aqui pra posteridade...

O plano é o seguinte: já disse que preciso colocar o Ogro pra andar. Isso significa que powertrain, suspensão e estrutura precisam vir em primeiro lugar. Até sexta-feira devo fazer uma visitinha à Paumart pra ver um monte de coisa e rezar pra que eles dividam sem juros no cartão.

Donde se conclui que eu não vou poder gastar um barão com um pára-lama dianteiro, nem nada assim... Portanto, ficarei em um meio termo entre os puristas e os despojados: por enquanto, vou colocando fibra onde for necessário pra melhorar a situação externa do Ogro - é mais barato e dá pra fazer aos poucos, além da diversão da coisa. Quando a grana melhorar, compro o material em metal e vou trocando... As peças em fibra servirão, então, pra um objetivo secundário e extremamente maluco: meu projeto de replicar um Opala inteiro em vidro, carbono e (se financeiramente possível) kevlar. Este última devido a possibilidades e necessidades vislumbradas no curso.

Tá, tá, tá: é muita areia pro meu caminhãozinho. Mas, quem sabe... vai ser o projeto de uma vida inteira mesmo...

Mais uma coisa: pra poder melhorar o conteúdo do blog, devo começar a postar uns materiais um pouco mais variados, como umas reportagens de revistas antigas que tenho lá em casa. O blog vai ficar mais rico e interessante, sem fugir da minha paixão:autos antigos.

Bem, ver-nos-emos mais vezes. Ou melhor, quem ler isso aqui vai ter mais trabalho daqui por diante.

Até mais...