Era uma vez um moleque gordo que cresceu dentro de um Opala e ficou marcado por isso pelo resto da vida...
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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Êeee-hehehehe

Taí o que vocês queriam... (E eu mais do que vocês, com certeza)


Pois é, semana passada foi semana de pegar teoria de mexer com fibra. A princípio fiquei um pouco decepcionado por ter descoberto que o curso seria mais teórico que prático, mas na verdade isso foi essencial. A prática eu até já tenho alguma, devido à Ortopedia, mas os princípios e truques que aprendi no curso serão inestimáveis em um futuro bem próximo. E além disso, durante essa semana eu ainda vou ter oportunidade de voltar lá e mexer na oficina com ele.

Bem, agora é meter a mão na massa: bater preço de material, comprar o que for necessário e tentar reproduzir as primeiras peças pequenas - tenho uma lanterna traseira sobressalente do Ogro que vai servir bem como primeira cobaia. Assim que os primeiros resultados surgirem, vou postando aqui pra posteridade...

O plano é o seguinte: já disse que preciso colocar o Ogro pra andar. Isso significa que powertrain, suspensão e estrutura precisam vir em primeiro lugar. Até sexta-feira devo fazer uma visitinha à Paumart pra ver um monte de coisa e rezar pra que eles dividam sem juros no cartão.

Donde se conclui que eu não vou poder gastar um barão com um pára-lama dianteiro, nem nada assim... Portanto, ficarei em um meio termo entre os puristas e os despojados: por enquanto, vou colocando fibra onde for necessário pra melhorar a situação externa do Ogro - é mais barato e dá pra fazer aos poucos, além da diversão da coisa. Quando a grana melhorar, compro o material em metal e vou trocando... As peças em fibra servirão, então, pra um objetivo secundário e extremamente maluco: meu projeto de replicar um Opala inteiro em vidro, carbono e (se financeiramente possível) kevlar. Este última devido a possibilidades e necessidades vislumbradas no curso.

Tá, tá, tá: é muita areia pro meu caminhãozinho. Mas, quem sabe... vai ser o projeto de uma vida inteira mesmo...

Mais uma coisa: pra poder melhorar o conteúdo do blog, devo começar a postar uns materiais um pouco mais variados, como umas reportagens de revistas antigas que tenho lá em casa. O blog vai ficar mais rico e interessante, sem fugir da minha paixão:autos antigos.

Bem, ver-nos-emos mais vezes. Ou melhor, quem ler isso aqui vai ter mais trabalho daqui por diante.

Até mais...

terça-feira, 9 de março de 2010

Preocupaçõezes...

Coisa que ficou faltando contar: outro dia, estava eu estacionando o Ogro de um curto passeio pelo quarteirão, quando um senhor pára uma Ipanema ao meu lado e pergunta:

- Ô amigo, esse aí é um '72?

- Não, só a grade dele é que é, o ano dele é '73.

- Pô, mas ele tá beeeem amarrotado, hein?

- Sim, eu sei, comprei ele pra fazer tudo, é pela paixão mesmo...

Blábláblá vai, blábláblá vem... Diz ele:

- Ah, porque eu gosto muito desse carro, trabalho muito com ele.

[Ding!]

- Epa! Trabalha? Faz o quê?

- Restauro, tenho uma oficina aqui na outra rua...

[DingDingDingDingDingDingDingDingDingDingDingDingDingDingDing!!!!]

Pois é, vai dar sorte assim lá na casa do cacilda. O mecânico de um lado, o restaurador do outro. Pra melhorar, os dois se conhecem, já trabalharam juntos e admiram o trabalho um do outro, pelo que eu já fiquei sabendo. Assim, hoje eu fui lá bater um papo com o Samuca e ver qual é. Acabei vendo carros lindos, nos mais variados estágios de restauro (inclusive uns três ou quatro Opalas) e tendo uma primeira aula de funilaria básica, bem como uma ligeira amostra dos milagres operados por uma roda inglesa (acho que é esse o nome). Creio que posso dizer que ficamos amigos, o que é muuuuuuito bom.

Mas então porque o nome do post? Vamos lá:

1) A restauração desse carro vai ser beeem mais complicada do que eu estava disposto a admitir;

2) Vai ser bem mais cara, também. Ele faz um trabalho de primeira, e tem uma noção perfeita de quanto vale esse trabalho... O que eu puder fazer na mão pra reduzir esse custo eu vou ter que fazer, e agora não só por gosto pela tarefa!

3) Lembram da tampa do motor?


Pois é, dependendo do tamanho do estrago desse backfire, a tampa pode ter sido inutilizada. Pra piorar, como o Ogro está no tempo, preciso tomar uma providência urgente sobre ela (e o teto), pra não perder os dois antes da hora. A tampa até não me mata de preocupação, os planos são de substituir mesmo, mas o teto...

Não mexi mais no removedor, o tempo está muito curto. Mas ando devorando material sobre fibra de vidro, já que a próxima data do curso não casou com o (pouquíssimo) tempo que tenho disponível.

Pra terminar, a dúvida: pago uma garagem por ali, onde não posso fazer nada com o carro mas deixando-o perto do mecânico, ou levo ele pro galpão do meu pai em Nova Iguaçu - que é longe de tudo mas tem expaço suficiente pra eu começar a devastar os podres do bicho? SOCORRO!!!!!!!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Botando a mão na massa

Opa!

Bem, uma vez com o bicho na porta de casa (não tenho garagem, e ver meu carro exposto às intempéries me angustia), é hora de verificar mais de perto o que é que a baiana tem...

Tem grade trocada tem
Pintura alterada tem
Tem muito plastic tem
E podres como ninguém...

Vamos brincar de jogo dos erros?



Vermelho: o motor do limpador do pára-brisa está no porta-mala;
Amarelo: Pintura? Hein? O carro era verde menta, agora a cor é essa que vocês veem
Azul-claro: Podres, podres, podres...
Lilás: frisos pintados de preto, amassados, aparafusados - enfim, uma melequeira só
Preto: os piscas funcionam... quando eu piso no freio
Azul-escuro: pára-choques amassados, podres, pintados primeiro de verde e depois de preto (eca)
Laranja: Essa grade era do De Luxo '71, se eu não me engano... veio de brinde (sinceramente, acho mais bonita que a original dele, devo manter e completar jogando as setas pra baixo do pára-choque)
Marrom: era uma vez um par de faróis auxiliares que... bem... não auxiliam mais

E isso foi só na primeira passada de olhos... Mas não tinha importância, desde o princípio, eu sabia que qualquer carro que eu comprasse seria assim. Por quê?
1) Falta de grana pra comprar um novo;
2) Sempre quis assim mesmo, pra eu meter a mão e fazer por minha conta (ou, pelo menos, acompanhar o processo e meter muito o bedelho).

Hora de procurar o Eduardo, e ver o que ele me diz do meu 2 portas...
- Cara você comprou um carro ingrato... - já começou ele, olhando meio triste pro meu Opala.
- Que isso, meu, fala isso não... Por quê?
- Por que até 74 as peças são as mais difíceis de achar, e as mais caras. Restaurar essas molduras cromadas? 400 pratas... Um para-choque novo? Mais de mil! Desculpa perguntar, mas quanto custou esse carro?
- Um barão. Documento aberto, falta pagar 2 anos.
- É, por esse preço eu nem reclamo, mas te prepara pra enfiar uma grana de respeito nele.

E ele me dizia de cadeira, pois - suprema coincidência - tem um cupê Especial 74 igual ao meu, no mesmo verde menta original, também restaurando. A angústia no peito ia crescendo. Mas, de repente, a luz; digo:

- Pô, não sei se você é muito purista, mas no meu trabalho eu mexo muito com fibra de vidro e carbono, e sei quem ensina a modelar peça automotiva...
O homem se animou na hora: - Cara, se você tem essa facilidade, a coisa muda de figura! E vou te dar a dica: se você fizer pro seu, vai ter mais gente querendo...

Conclusão: vamos ter muita figurinha pra trocar. E fica o pré-anúncio pra galera... Dentro de algum tempo, vai ter peça de Opala cupê até 74 saindo do forno!